O deserto de Agafay, Marraquexe
Um planalto de pedra, não um mar de areia. O que é realmente, e se corresponde à sua viagem.
O Agafay fica a uns trinta quilómetros a sudoeste de Marraquexe, a caminho das encostas do Alto Atlas. É seco, pálido e aberto. O solo é rocha e cascalho, cortado por canhões pouco profundos que se enchem de sombra ao fim do dia. Não há dunas. Na primavera, depois da chuva, há erva.
A maioria das descrições do Agafay evita discretamente este ponto e apoia-se em fotografias que poderiam ter sido tiradas em qualquer lado. Preferimos ser francos, porque quem mais aprecia o Agafay é quem chega a saber o que é.
O Agafay ou o Sara
É a pergunta a resolver antes de todas as outras. O verdadeiro Sara começa perto de Merzouga e Zagora. A partir de Marraquexe são sete a nove horas de estrada em cada sentido, o que na prática significa três dias. O que ganha em troca é o erg, as dunas a sério, e nada as substitui.
O Agafay fica a quarenta minutos. O que ganha é silêncio, um céu enorme e o Atlas a fechar o horizonte a sul, branco até ao fim da primavera. O que não encontra é areia.
Se tem três dias, desça para sul. Se tem uma noite e quer dormir num sítio que não se pareça em nada com uma cidade, o Agafay faz isso melhor do que qualquer outro lugar ao alcance de Marraquexe.
Como lá chegar
A estrada que passa por Lalla Takerkoust é simples e alcatroada em quase todo o percurso. A aproximação final à maioria dos acampamentos faz-se em pista, o que não é problema num carro normal conduzido devagar, e torna-se desagradável se se for depressa. Quase toda a gente usa um transfer, que organizamos a partir do riad, do hotel ou do aeroporto.
Quando vir
- De março a maioO melhor do ano. Dias quentes, noites frias, neve ainda no Atlas
- De junho a agostoQuente a meio do dia. Venha para o serão, ou fique na piscina
- De setembro a novembroA segunda melhor altura. Luz nítida, temperaturas confortáveis
- De dezembro a fevereiroDias luminosos e amenos, noites verdadeiramente frias. Menos gente
O que há para fazer
Menos do que imagina, e é esse o ponto. Há camelos, quads, buggies e cavalos, e cada um vale uma hora. No resto do tempo, o planalto faz o trabalho.
Pode vir para uma tarde, um serão, ou passar a noite. Se só puder escolher um, escolha a noite. A hora antes de escurecer e a que se segue ao nascer do sol são as duas de que as pessoas se lembram.